Alta de 25% no diesel pressiona preços e pesa no bolso do consumidor
Aumento do combustível em março acende alerta para impactos na inflação e no custo de vida da população

Um levantamento da TruckPag, com base em transações de abastecimento em postos pelo país, aponta que o preço médio do diesel subiu de R$ 5,74 no fim de fevereiro para R$ 7,22 em 19 de março, uma alta de cerca de 25% em menos de um mês. Esse crescimento é reflexo da elevação nas cotações internacionais do petróleo, influenciadas pela guerra no Oriente Médio.
Insumo central na economia brasileira, o diesel é o principal meio de abastecimento do transporte de cargas. Como grande parte dos produtos circula pelo país em caminhões, qualquer aumento no combustível eleva o custo do frete; esse valor acaba sendo repassado ao consumidor.
“No dia a dia, o consumidor percebe esse aumento em etapas”, explica o economista e jornalista Márcio Rocha. “Primeiro, há aumento no custo de transporte e fretes. Depois, os preços nos supermercados começam a subir, especialmente alimentos e produtos básicos.”
Com o tempo, segundo Márcio, a inflação se generaliza e passa a afetar diversos itens do orçamento familiar, reduzindo o poder de compra e pressionando também as taxas de juros.
O que esperar desse cenário?
Em Sergipe, o governo estadual esclareceu que a cobrança do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre combustíveis é feita em valor fixo por litro, e não em percentual. Isso significa que o imposto não aumenta conforme o preço do diesel sobe.
Na prática, porém, apesar do imposto fixo, o aumento do diesel segue pressionando os custos do transporte de cargas e, consequentemente, os preços de produtos e serviços.
Ao ser questionado sobre a possibilidade de novos aumentos, o economista e jornalista Márcio Rocha afirmou que o cenário ainda é incerto e, apesar de uma possível estabilidade no curto prazo, “o principal fator de risco é o comportamento internacional do preço do petróleo, que permanece volátil”, explica.
Motivo da alta do diesel
O aumento nas bombas de diesel está ligado diretamente aos conflitos no Oriente Médio, que afetam a oferta de petróleo no mercado global. Com o barril mais caro, os derivados, como o diesel, também ficam mais caros, o que impacta países como o Brasil, que seguem a dinâmica internacional de preços.
De acordo com a Agência Nacional do Petróleo (ANP), o Brasil é autossuficiente na produção de petróleo bruto desde 2006. No entanto, ainda depende da importação de diesel para atender à demanda interna.
Fonte:F5News
Guerra expõe risco energético do Brasil, diz ex-chefe da Petrobras
Sérgio Gabrielli presidiu a estatal entre 2005 e 2012










