DIA MUNDIAL DA TUBERCULOSE
Tuberculose: a doença que ainda respira entre nós e precisa ser interrompida

Transmitida pelo ar, afeta principalmente os pulmões e pode avançar de forma discreta. Mas há um ponto crucial: tem cura
Silenciosa, transmissível e ainda cercada de estigma, a tuberculose segue longe de ser uma doença do passado. Transmitida pelo ar, afeta principalmente os pulmões e pode avançar de forma discreta. Mas há um ponto crucial: tem cura.
O sintoma mais comum é a tosse persistente por três semanas ou mais, acompanhada de febre no fim do dia, suor noturno e perda de peso. “A tosse prolongada é um alerta que não pode ser ignorado. Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores as chances de cura e menor o risco de transmissão”, explica o infectologista da Hapvida, Matheus Rocha.
Em nível global, a tuberculose ainda é a principal causa de morte por um único agente infeccioso, com mais de 10 milhões de casos por ano, um dado que reforça a urgência de informação, diagnóstico e adesão ao tratamento. No Brasil, de acordo com o Boletim Epidemiológico Tuberculose 2025, mais de 85 mil novos casos foram registrados em 2024, com cerca de seis mil mortes anuais, mantendo a doença como um dos principais desafios de saúde pública no país.
De forma geral, os números ainda refletem a forte relação da doença com a desigualdade social e o acesso à saúde, mas a prevenção é importante em todas as esferas sociais e passa por medidas simples, porém eficazes: manter ambientes ventilados, cobrir a boca ao tossir e garantir a vacinação com BCG na infância. “O diagnóstico precoce também é uma das principais ferramentas para conter a doença e o tratamento efetivo dos casos positivos é fundamental para interromper a cadeia de transmissão”, ressalta Matheus Rocha.
Neste Dia Mundial de Combate à Tuberculose, o alerta é direto: reconhecer os sinais, buscar atendimento e seguir o tratamento corretamente pode não apenas salvar vidas, mas também interromper o ciclo de transmissão em poucas semanas.
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